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Nas nossas experiências em consultoria a grupos que se reúnem para constituir uma organização da sociedade civil, observamos que um dos ma...

sábado, 28 de agosto de 2021

FUNDO AMAPÁ LANÇA CHAMADA PÚBLICA PARA INICIATIVAS COM FOCO NA BIOECONOMIA

Iniciativas que fomentam cadeias produtivas sustentáveis e também a bioeconomia em áreas protegidas do Amapá podem receber financiamentos de R$ 50 mil até R$ 300 mil. O "Fundo Amapá" começou a receber inscrições de projetos do tipo.

O Fundo Amapá foi criado em 2015, pelo Governo do estado e pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), e recebeu doações da Conservação Internacional do Brasil (CI-Brasil), através da Global Conservation Fund (GCF).

"O Amapá tem várias unidades de conservação, terras indígenas, e tem uma tradição na produção sustentável, e a gente acredita que esses recursos são semente, que vão estimular o crescimento dessas atividades de produção sustentável. Nós trabalhamos para fortalecer esse setor no Amapá", destacou Manoel Serrão, superintendente de programas do Funbio, que é gestor financeiro do Fundo Amapá.

A chamada abriu as inscrições na quarta-feira (25), e as propostas podem ser enviadas até 23h59 de 9 de outubro. Esta chamada tem aporte de R$ 500 mil e cada inscrito define o quanto custa seu projeto (de R$ 50 mil a R$ 300 mil).

Conforme o Funbio, as iniciativas devem ter como foco apoiar agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, por meio de ações de fortalecimento das cadeias de valor da sociobiodiversidade e da bioeconomia em áreas protegidas do estado.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Amapá tem o maior índice de preservação do país, com mais de 90% de área conservada. Quase 70% tem status de áreas protegidas: 19 unidades de conservação e 5 terras indígenas homologadas, totalizando mais de 10 milhões de hectares de proteção.

Nesta chamada, serão selecionados projetos implementados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru, na Floresta Estadual (Flota) do Amapá e na Floresta Nacional (Flona) do Amapá. Também podem ser convocadas ações para "zonas de amortecimento" dessas áreas.

Quem pode se inscrever? Basicamente, organizações sem finalidade lucrativa, como:

ONGs vinculadas ao meio ambiente e que tenham atuação comprovada com cadeias produtivas locais e bioeconomia;

Universidades públicas e privadas;

Fundações e instituições de pesquisa de natureza privada;

Cooperativas voltadas para o meio ambiente, e que tenham atuação comprovada com cadeias produtivas locais e bioeconomia.

É necessário também que a instituição proponente tenha, pelo menos, 2 anos de existência e possuir experiência na execução de projetos.

Como enviar projeto?

As iniciativas inscritas devem ter planejamento para serem executadas em até 12 meses, a partir da data de assinatura do contrato. Além de serem voltadas para as unidades de conservação já listadas, os gestores dessas áreas devem estar de acordo com a proposta apresentada.

As propostas devem ser enviadas por meio de um formulário on-line preenchido com os documentos exigidos no edital, para o e-mail fundo.amapa@funbio.org.br. Os resultados da chamada devem ser divulgados em novembro.

Fundo Amapá

A chamada pública para receber as propostas tinha previsão de ser lançada em 2020, no entanto, com a pandemia da Covid-19, a abertura do processo foi adiada.

Os gestores, tanto do Estado quanto das organizações sociais que colaboram com a administração do fundo, ressaltam que os investimentos dão apoio a iniciativas voltadas para a exploração sustentável, gerando renda e qualidade de vida às populações, e colaborando com a manutenção das áreas naturais.

"Nossa preocupação também é estimular participação de projetos que envolvam gênero, como mulheres, e jovens nesse processo produtivo. Isso vai ser uma coisa muito bem vista por nós", comentou o superintende de programas do Funbio.

Segundo o Executivo, o Fundo Amapá opera com um recurso permanente, com desembolsos anuais dos rendimentos das aplicações financeiras. Os investimentos são aprovados pelo Conselho Deliberativo do Fundo, composto por membros da sociedade civil e órgãos públicos.

O mecanismo prevê a captação de recursos de fontes diversificadas, como TACs, doações e pagamentos por serviços ambientais.

O Fundo é uma ferramenta integrada ao Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, acrescentou o governo.

CONFIRA O EDITAL:

https://www.funbio.org.br/wp-content/uploads/2021/08/EDITAL-FUNDO-AMAPA_25_agosto_2021.pdf

Fonte: https://g1.globo.com/ap/amapa/natureza/amazonia/noticia/2021/08/26/fundo-amapa-financia-com-ate-r-300-mil-iniciativas-com-foco-na-bioeconomia-inscreva-se.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1ap&fbclid=IwAR2nyjscMbE3Y7AJCHTna6mE1rU68j-sfP6WZoF-w-s_FPiS70TShwcRKBA

Crédito: Fabiana Figueiredo - G1/AP

quarta-feira, 11 de março de 2020

Governo do Estado promove Workshop com organizações de assistência social no Amapá

Representantes das OSCs
O Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social - SIMS, está promovendo o "I Workshop para Inovação no Fortalecimento das Organizações Socioassistenciais no contexto do Sistema Único de Assistência Social - SUAS".

O encontro envolve as Organizações da Sociedade Civil que atuam no segmento da assistência social dos 16 municípios do estado do Amapá, e tem como principal foco a inovação e o fortalecimento das redes socioassistenciais no ciclo de políticas públicas.

Hécia Souza - Assistente Social
De acordo a Assistente Social, Hécia Souza, representante da Deputada Estadual Marília Góes no evento, o workshop representa a consolidação da participação das entidades sociais na construção de soluções na gestão de políticas públicas voltadas para o segmento. A assessora acrescentou ainda que o compromisso da gestão do governador Waldez Góes com estas entidades sociais se estende desde o seu segundo mandato, com a criação do Programa Terceiro Forte, que teve um papel fundamental na legalização, capacitação, fomento e a sensibilização da sociedade amapaense quanto a importância da atuação dessas organizações. "O que foi qualificado e instrumentalizado lá atrás, hoje está sendo consolidado, as organizações estão sendo preparadas para essa nova conjuntura, e graças a isso estarão aptas a atender as exigências do Sistema Único de Assistência Social", finalizou.

Acompanhe a programação do evento:

Data: 11 e 12.03.2020
Hora: 8:00h às 12:00h e 14:00h às 18:00h
Local: Auditório Macapá do Serviço de apoio às Micros e Pequenas Empresas do Estado do Amapá - SEBRAE/AP

PROGRAMAÇÃO

1º dia - 11.03.2020 - quarta-feira

8:00h às 9:00h - Credenciamento e café da manhã

9:00h - Abertura

10:00h - Palestra Magna - Empreendedorismo para OSCs
              Palestrante: Deputada Estadual Maria Góes

14:00h às 15:00h - Contextualização. O universo das Organizações da Sociedade Civil - O que é MROSC.
                                Palestrantes: Cristina Nunes e Leonardo Freitas

15:00h às 16:00h - Abertura e legalização das Organizações da Sociedade Civil
                               Palestrante: SEBRAE

16:00h às 17:00h - Novos formatos na elaboração de projetos sociais simplificados (Plano de Trabalho)
                                Palestrante: Margarete Gomes - EAP

17:00h às 18:00h - Prática da elaboração do Plano de Trabalho
                               Palestrante: Margarete Gomes - EAP

2º dia - 12.03.2020 - quinta-feira

8:00h às 9:00h - SICONV - Adaptação do sistema á Lei nº 13.019/2014 - Comissão Gestora do SICONV - Plataformas eletrônicas estaduais - Redes SICONV
                                            Palestrante: Leonardo Bruno Ferreira - SECULT

9:00h às 10:00h - Contextualização sobre os novos formatos de parcerias (Termo de colaboração, fomento e parceria)
                                 Palestrante: Rafaela Ramos - Advogada - SIMS

10:00h às 11:00h - Ideias e novos caminhos para captar recursos e formar parcerias
                               Palestrante: Ingrid Barros - SIMS

11:00h às 12:00h - Prestação de contas - Relatório parcial de execução do objeto. Hipótese e análise da prestação de contas. Relatório técnico de monitoramento e avalização.

14:00h às 15:00h - Avaliação do curso

15:00h às 16:00h - Atendimento e orientação individualizados das OSCs.






quinta-feira, 4 de julho de 2019

Acompanhe os editais de seleções de projetos divulgado pelo Mapa das Organizações da Sociedade Civil

O Mapa das Organizações da Sociedade Civil (OSCs), ou simplesmente Mapa das OSCs, é uma plataforma virtual de transparência pública colaborativa com dados das OSCs de todo o Brasil. Tem como objetivos principais:

I. Dar transparência à atuação das OSCs, principalmente ações executadas em parceria com a administração pública;
II. Informar mais e melhor sobre a importância e diversidade de projetos e atividades conduzidas por essas organizações;
III. Disponibilizar dados e fomentar pesquisas sobre OSCs; e
IV. Apoiar os gestores públicos a tomarem decisões sobre políticas públicas que já têm ou possam ter interface com OSCs.

Criado a partir do Decreto nº 8.726/2016, que regulamenta a Lei nº 13.019/2014 (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil)  – o Mapa é gerido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Ele integra um amplo e crescente volume de base de dados oficiais, provenientes de fontes públicas e privadas, atualizadas constantemente. É alimentado ainda por informações enviadas diretamente pelas OSCs e por entes federados, em um grande processo colaborativo.

As vantagens do Mapa são múltiplas:

Para as OSCs, fornece um ambiente confiável, público e gratuito, desenvolvido em software livre e com códigos abertos, para presença institucional da entidade na Internet. Seus representantes podem inserir informações em páginas individuais, mantendo um perfil completo e atualizado da Organização, para a visualização dos interessados.

Para os administradores e gestores públicos, propõe uma parceria sólida a fim de dar transparência às ações de repasse de verba e visibilidade ao acesso de informação sobre o uso de recursos públicos, principalmente. Serve ainda como ferramenta para planejamento governamental, com estatísticas, índices e indicadores para cada um das regiões, Estados e municípios brasileiros. E ainda: os governos podem aumentar a transparência de suas práticas e, seguindo algumas orientações, encaminhar dados sobre as parcerias celebradas com as OSCs para que sejam visualizadas no Mapa por todos.

Para pesquisadores, encurta e facilita o caminho na busca e na obtenção de base de dados em análises com uso de métodos quantitativos e/ou qualitativos. Além disso, oferece bases oficiais limpas para usos múltiplos, de maneira rápida, gratuita e com sofisticação analítica associada ao georreferenciamento.

Para o público em geral: possibilita o conhecimento das mais diferentes ações envolvendo OSCs e governos Federal, Estadual e Municipal.

Para garantir a credibilidade, a identidade e o reconhecimento do Mapa das OSCs, foi desenvolvido um pacote gráfico, composto por logomarca, símbolos e demais elementos visuais. O objetivo é consolidar a “marca” Mapa e garantir sua integridade e coesão nos mais variados ambientes e aplicações. Todas as normas, diretrizes e orientações para o uso desses recursos constam no nosso Manual de identidade visual.

O Mapa das OSCs tem uma página especial com editais de seleção de projetos oriundos dos setores público e privado que preveem a contratação ou atuação de OSCs em ações e projetos. Confira aqui a relação dos editais divulgados na página do Mapa.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

O que é a Agenda 2030? Conheça os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

A Agenda 2030 é um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade, que busca fortalecer a paz universal com mais liberdade. A erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.
Todos os países e todas as partes interessadas, atuando em parceria colaborativa, implementarão este plano, com a proposta de libertar a raça humana da tirania da pobreza e da penúria e a curar e proteger o planeta Terra. A ONU está determina a tomar as medidas ousadas e transformadoras que são urgentemente necessárias para direcionar o mundo para um caminho sustentável e resiliente.
Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e suas 169 metas demonstram a escala e a ambição desta nova Agenda universal. Eles se constroem sobre o legado dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e concluirão o que estes não conseguiram alcançar. Eles buscam concretizar os direitos humanos de todos e alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas. Eles são integrados e indivisíveis, e equilibram as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental.
Os Objetivos e metas estimularão a ação para os próximos 15 anos em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta:
Pessoas - acabar com a pobreza e a fome, em todas as suas formas e dimensões, e garantir que todos os seres humanos possam realizar o seu potencial em dignidade e igualdade, em um ambiente saudável.
Planeta - proteger o planeta da degradação, sobretudo por meio do consumo e da produção sustentáveis, da gestão sustentável dos seus recursos naturais e tomando medidas urgentes sobre a mudança climática, para que ele possa suportar as necessidades das gerações presentes e futuras.
Prosperidade - assegurar que todos os seres humanos possam desfrutar de uma vida próspera e de plena realização pessoal, e que o progresso econômico, social e tecnológico ocorra em harmonia com a natureza.
Paz - promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas que estão livres do medo e da violência. Não pode haver desenvolvimento sustentável sem paz e não há paz sem desenvolvimento sustentável.
Parceria - mobilizar os meios necessários para implementar esta Agenda por meio de uma Parceria Global para o Desenvolvimento Sustentável revitalizada, com base num espírito de solidariedade global reforçada, concentrada em especial nas necessidades dos mais pobres e mais vulneráveis e com a participação de todos os países, todas as partes interessadas e todas as pessoas.
Os vínculos e a natureza integrada dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são de importância crucial para assegurar que o propósito da nova Agenda seja realizado. Se realizarmos as nossas ambições em toda a extensão da Agenda, a vida de todos será profundamente melhorada e nosso mundo será transformado para melhor.

Fonte: Organização das Nações Unidas - ONU/Brasil


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

FUNDO BRASIL LANÇA EDITAL PARA DOAR 800 MIL


O Fundo Brasil de Direitos Humanos lançou o edital ‘70 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos’, com o objetivo de apoiar iniciativas que enfrentem os retrocessos no campo dos direitos humanos. O aporte financeiro varia entre 20 e 40 mil reais para cada projeto.
O edital é voltado para projetos que defendam os direitos das mulheres, com atenção especial à mulher negra, indígena e de populações tradicionais; a livre orientação sexual e identidade de gênero; o direito à terra e ao território; e as áreas de educação, saúde e trabalho.As inscrições irão até o dia 28 de fevereiro de 2019.
O edital completo e o formulário de cadastro de projetos podem ser acessados neste link Edital Fundo Brasil 2019. Para mais informações, envie um e-mail para edital@fundodireitoshumanos.org.br.




sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

COOPERATIVA DE MOTOTAXISTAS LANÇA PRIMEIRO APLICATIVO DE CHAMADAS PARA CORRIDAS EM MACAPÁ

A Cooperativa de Mototaxistas Autônomos de Macapá - COOPMOTO lançou oficialmente na manhã de hoje, 21, no auditório da OCB/AP, o primeiro aplicativo de chamadas para corridas na cidade de Macapá. De acordo com José Rodrigo da Silva, Presidente da COOPMOTO, com pouco mais de uma semana em atividade, o aplicativo já agradou os usuários deste tipo de transporte pela segurança e comodidade que oferece ao cliente.

O Presidente da OCB/AP, Gilcimar Pureza, destacou a modernização do serviço de mototaxi com a implantação do aplicativo na capital, se colocando a disposição para apoiar iniciativas inovadoras, mesmo que essas tecnologias ainda tenham que ser buscadas em outros estados.

A novidade foi recebida com expectativas de progresso pelo deputado Estadual eleito, Jesus Pontes, que falou sobre a importância da organização do segmento de serviços para que estes tornem o mercado mais competitivo.

Por enquanto o aplicativo está disponível apenas para usuários de Macapá, mas a cooperativa pretende estender o alcance do aplicativo para todos os municípios onde estiver disponível o transporte legalizado de passageiros via Mototaxi.

O aplicativo já está disponível no Playstore. É só buscar COOPMOTO MOBILE, baixar o aplicativo e começar usar o serviço de modo muito prático.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

AMAPÁ COMEMORA DIA ESTADUAL DAS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR

Na data em que o mundo homenageia o voluntariado, no Amapá comemoramos o DIA ESTADUAL DAS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR, instituído pela Lei nº 1.874, de 22 de abril de 2015, de autoria do então Deputado Estadual Michel JK.

Nosso respeito às milhares de Organizações da Sociedade Civil distribuídas por todo estado do Amapá, que voluntariamente atuam para o desenvolvimento de uma sociedade mais igualitária.

Quer saber mais sobre Terceiro Setor?

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Instituto ambiental idealiza projeto para a prática de ecoturismo no Amapá

Com a iniciativa do Instituto Socioambiental do Amapá (Cumaú), formado por moradores da região e voluntários da Área de Proteção Ambiental (APA) da Fazendinha, a Prefeitura de Macapá, em parceria com a Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais do Turismo (ABBTUR) e Sindicatos de Guia de Turismo, elaborou um Projeto de Ecoturismo que visa criar infraestrutura sustentável e facilitar a prática do ecoturismo na APA. A finalidade é possibilitar proteção para a natureza e renda às populações que vivem na unidade de conservação.

O primeiro momento foi a identificação do potencial. Agora, está acontecendo as visitas para identificar onde serão feitas as intervenções arquitetônicas sustentáveis, que vão desde pórtico de entrada da “trilha cutias”, base para comercialização de artesanato, acessibilidade por meio de escadas e pequenas pontes, placas de orientação dos atrativos naturais dentro da APA, até o fim da trilha, onde ocorre o encontro com o rio Amazonas e as pequenas praias de bolso.

“Esse trabalho está sendo fomentado pela prefeitura. A comunidade entrará com a mão de obra nas pequenas intervenções, um escritório de arquitetura e designer especialista nessas intervenções sustentáveis. A iniciativa privada do turismo irá financiar parte dessas intervenções. Iniciativas como essa, onde a parceria prevalece, as ações são concluídas em curto prazo”, conclui o diretor-presidente do Instituto Municipal de Turismo, Sandro Belo.

sábado, 5 de maio de 2018

05 de maio - Dia Nacional do Líder Comunitário

O Dia Nacional do Líder Comunitário é celebrado anualmente m 5 de maio.

Esta data visa homenagear o indivíduo responsável por ser o “porta-voz do povo”, uma figura de grande importância no âmbito popular, pois ajuda a representar as preocupações e vontades da população perante os poderes do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário).

Para que o líder comunitário desenvolva o seu trabalho corretamente, este deve estar a par das necessidades reais da comunidade que representa, ouvindo a todos de modo igualitário e sem preconceitos.

O líder comunitário também deve seguir os preceitos básicos dos direitos humanos e da Constituição Federal que rege a sua localidade.

A data foi instituída a partir do decreto de lei nº 11.287, de 27 de março de 2006, que decreta oficialmente o 5 de maio como Dia Nacional do Líder Comunitário.

Homenagem ao Líder Comunitário

Você representa a voz de toda uma comunidade! Obrigado por compreender e ouvir o que o povo tem a dizer! Feliz Dia do Líder Comunitário!

A responsabilidade de agir como um verdadeiro líder é um dom digno para poucos! Você é um exemplo para todos! Obrigado pelo seu trabalho!

Você tem feito muito pela nossa comunidade. Nós só temos a agradecer pelo seu esforço, empenho e dedicação! Continue mostrando sempre o seu valor, a sua ética e moral! Parabéns!

segunda-feira, 26 de março de 2018

Programa Peixe Popular para a Semana Santa é lançado na OCB-AP

A casa do cooperativismo amapaense recebeu na manhã desta segunda-feira, 26, o lançamento do Programa Peixe Popular para a Semana Santa do Governo do Amapá. No auditório da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB-AP) estiveram presentes representantes das Associações e Cooperativas de Pesca, parlamentares, secretários de Governo e lideranças do Cooperativismo.
O programa Peixe Popular é uma ação continuada do Governo do Estado, que visa fortalecer a atividade pesqueira nas colônias, cooperativas e piscicultores, além de oferecer à população um produto nobre da região com preço mais acessível.

A OCB-AP apoia iniciativas que mobilizam e fortalecem o setor pesqueiro. "Estamos de portas abertas para colaborar e trabalhar em conjunto. A OCB é a casa do Cooperativismo e sempre defenderá todos os setores que a integram", destacou o presidente da OCB-AP, Gilcimar Pureza.

"O cooperativismo tem a pujança que precisamos para que nosso estado cresça e desenvolva. Por isso, nosso trabalho segue focado nesse propósito e parceria com a OCB e o Governo do Amapá", ressaltou o deputado Federal, Marcos Reátegui.

O presidente da Pescap, Edson França, informou que a comercialização de pescado a preços populares este ano, amplia o alcance para nove municípios do Amapá, durante a Semana Santa. E também ressaltou a importância do trabalho da OCB.

"A OCB é uma grande parceira e o presidente Gilcimar Pureza tem sido incansável em defesa das cooperativas, por isso, fizemos questão desse lançamento aqui na Casa do Cooperativismo. A previsão é que 150 toneladas de peixes sejam vendidas em todo o estado de 27 a 30 de março, com a oferta de 40 espécies. Na capital teremos mais de dez pontos em bairros diferentes para prestigiar toda população".

Matéria: Lílian Guimarães - assessora de comunicação OCB/AP.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Associações do Amapá recebem recursos para iniciar o PPI 2018

As 13 associações contempladas com a primeira das quatro parcelas no valor de R$ 251,5 mil do Programa de Produção Integrada (PPI) estão preparando os últimos detalhes para iniciarem as atividades no dia 20 de janeiro. Os representantes das entidades procuraram a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR) e o Instituto do Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap) em busca de orientações técnicas quanto à aquisição de insumos agrícolas e mecanização da área para plantio.

É que cada agricultor associado recebeu R$ 4,6 mil, sendo R$ 2,2 mil para o preparo mecanizado de área para plantio e R$ 2,4 mil para insumos agrícolas a fim de corrigir a fertilização de solos. Mas, eles estavam enfrentando dificuldades para comprar os materiais e procuraram o diretor-presidente do Rurap, Osvaldo Hélio Dantas, e o secretário de Desenvolvimento Rural, Robério Aleixo, os quais orientaram sobre os procedimentos.
Com as dúvidas sanadas, as entidades agora seguem tomando as medidas para que fique tudo pronto até o dia 20 de janeiro. “A reunião foi proveitosa porque apresentamos as dificuldades que estávamos enfrentando e na próxima reunião marcada para 26 de janeiro, já estaremos com os problemas solucionados”, testificou a presidente da comunidade do Maçaranduba II, Jociclei da Silva Sousa.

PPI

No fim do ano passado, o governo do Estado anunciou a liberação de R$ 1,1 milhão para 13 associações que participaram da Chamada Pública do Programa de Produção Integrada. A primeira parcela no valor de R$ 251,5 mil foi liberada no dia 22 de dezembro com a assinatura do Termo de Cooperação no Palácio do Setentrião.
O PPI possibilita o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento rural, com a introdução de tecnologias aliada à sustentabilidade social, econômica e ambiental.

Chamada Pública

A seleção das 13 entidades foi realizada em duas etapas. A primeira consistiu na habilitação jurídica e fiscal, em que os documentos solicitados pelo edital foram apresentados pelas entidades e avaliados pela comissão organizadora do programa. A segunda fase contemplou a análise de critérios técnicos, momento em que as associações apresentaram um plano de trabalho de acordo com as especificações da Chamada Pública.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Sistema cooperativista realiza I Corrida do Cooperativismo no Amapá


O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo - SESCOOP/AP e a Organização das Cooperativas no Estado do Amapá - OCB/AP, realizarão no dia 16 de dezembro, a I Corrida do Cooperativismo Amapaense.

O evento tem como objetivo promover o cooperativismo local, incentivar a prática de esportes, melhorar a qualidade de vida, além de oportunizar que os participantes contribuam para o Natal de crianças carentes.

Os competidores partirão da Praça do Forte, às 6h00 da manhã, até o complexo do Araxá, num percurso de aproximadamente 5 quilômetros. Os três primeiros colocados receberão troféus. Os participantes também concorrerão a 10 sorteios em dinheiro.

As inscrições iniciaram no dia 16 de novembro e se estenderão até o dia 11 de dezembro. O valor da inscrição é um brinquedo novo, e pode ser realizada na OCB/AP, na Rua Tiradentes, nº 102, no Centro de Macapá.

A coordenação do evento informou que, devido à grande procura, as inscrições foram encerradas para o público em geral, com vagas limitadas disponíveis apenas para as cooperativas afiliadas. 

domingo, 29 de outubro de 2017

Lideranças comunitárias de Santana apresentam demandas dos bairros ao governador do Amapá

Foto: André Rodrigues
Dezenas de bairros estavam representados na Prefeitura Municipal de Santana na tarde na última quarta-feira, 25, durante a reunião com o governador do Amapá, Waldez Góes, o prefeito Ofirney Sadala e outras autoridades que dialogaram sobre as principais demandas dos bairros santanenses. 
Provedor I e II, Fonte Nova, Jardim Floresta, Piçarreira e Igarapé do Lago foram alguns bairros e comunidades de onde vieram as demandas relacionadas a saúde, educação, segurança e abastecimento de água e foram feitas diretamente ao governador durante toda a audiência, que durou quase cinco horas para que todos pudessem se manifestar.
As reivindicações foram comuns entre os bairros – melhorias no abastecimento de água, aumento do efetivo de policiamento, construção ou reforma do batalhão, reforma de escolas, hospital, do terminal rodoviário e arenas esportivas.
“Trouxemos uma pauta na qual destacamos todas as prioridades e entregamos ao governador”, ressaltou o líder comunitário do Igarapé do Lago, Joaquim Cruz. 
O promotor Justiça de Santana, Adilson Garcia, também esteve presente para acompanhar os relatos sobre as demandas da população. “O respeito demonstrado pelo governo merece a nossa dedicação e parceria. Por isso o Ministério Público se faz sempre presente”, destacou. 
Investimentos 
Com um pouco mais de 115 mil habitantes Santana tem passado por inúmeras transformações. Esse fator se deve aos investimentos do Governo do Amapá. Na mobilidade urbana são mais de 23km de pavimentação com drenagem profunda.
Na saúde, o Hospital Estadual de Santana recebeu inúmeros investimentos como a reforma e ampliação da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo), entrega de um novo aparelho de raio-x, que diferente do anterior, é automático e dispensa a utilização de produtos químicos. Com a aquisição, a unidade normaliza a oferta do exame que tem uma demanda mensal de 7 mil procedimentos. Os investimentos não param por aí. O Hospital também recebeu 4 carrinhos de emergência e dois respiradores, e passará por algumas reformas, assim como o Pronto Socorro no Município. O ganho na saúde para os santanenses também se destaca com a inauguração da Nefrologia.  
Na educação, as escolas receberam vigilância monitorada que de acordo com os índices do 4º Batalhão de Policiamento de Santana, houve uma diminuição de 70% nos casos de roubos e até mesmo da violência dentro das escolas. A Secretaria de Estado de Educação trabalha agora nos tramites para doação de um terreno para construção da Escola Padre Simão e também reforma de outras unidades educacionais.
A juventude ganha respeito e vez com a Identidade Jovem e com o Amapá Jovem, que terá um box específico de atendimento dentro do Super Fácil de Santana. Além da inauguração do centro que terá atividades diretas de inclusão de centenas de jovens. 
Outros investimentos também feitos, como concurso público que vai contratar mais delegados, policiais militares, obras em andamento e a entrega da central de abastecimento de água do Elesbão. 
“Estamos trabalhando incansavelmente. Mesmo diante do cenário de crise não paramos, e agora, que estamos nos reerguendo, teremos ainda mais fôlego para dar o retorno que a população tanto anseia e merece. Sou representante do povo e sempre estarei aqui junto com a minha equipe e a da prefeitura unindo esforços em prol da população”, declarou o governador Waldez.
Matéria de Lílian Guimarães
Site oficial do Governo do Amapá:

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Amapá comemora o Dia Estadual das Organizações do Terceiro Setor

O dia cinco de dezembro é uma data especial no calendário oficial de eventos para as organizações do terceiro setor que atuam no Amapá. A Lei nº 1.874, de 22 de abril de 2015, de autoria do então deputado estadual Michel JK reconhece a dedicação das lideranças de um setor que faz do voluntariado sua bandeira de luta pelo bem estar social.

Mas, o que é uma organização do terceiro setor? Na sociedade civil o primeiro setor é representado pelo Estado (governos federal, estadual e municipal), que detém o poder do uso de bens públicos para fins públicos. O segundo setor corresponde ao Mercado, por meio da iniciativa privada, que se utiliza do lucro como instrumento de estabilidade econômica de interesse particular. O terceiro setor é constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais, que exercem atividades sociais relevantes na sociedade, tendo como objetivo gerar bens e serviços de caráter público.

A proposta tem como objetivo valorizar um setor com atuação ainda muito tímida no Amapá. Contudo, dados do IBGE apontam que no ano 2005 o Estado possuía 1.254 organizações sem fins lucrativos, constituídas nos 16 municípios, entre essas associações e fundações, que juntas empregavam um contingente de 7.658 pessoas. Estudos do Governo do Amapá, por intermédio da Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social em 2010 mostraram que, em cinco anos houve um crescimento de 15% no número de entidades sociais não lucrativas constituídas no Amapá, demonstrando a importância dessas instituições para o crescimento da nossa economia, da prática do voluntariado e do auxílio ao Estado no tocante à execução de políticas públicas de interesse coletivo.

O dia 05 de dezembro faz referência ao Dia Internacional do Voluntariado, por se tratar de instituições em que um verdadeiro exército de voluntários se doa para atender as necessidades coletivas e agem onde o Estado não alcança.

Parabéns a todas as instituições que compõem o terceiro setor no Amapá, nos mais diversos segmentos, entre estes as associações de moradores, de mulheres, da juventude, instituições religiosas, educacionais, voluntárias, APAES e outras inúmeras instituições que fazem dos seus objetivos sociais a contribuição para a construção de uma sociedade mais justa. Esperamos que essas entidades sejam mais valorizadas pelo poder público e auxiliadas no desenvolvimento do seu importante papel como protagonistas sociais.

Acesse o link: Lei nº 174/15

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Criadores de gado do Amapá agora têm entidade representativa

Criadores de gado do Amapá reuniram-se na tarde dessa quinta-feira, 16 de junho, com o objetivo de fundar a Associação dos Criadores do Amapá - ACRIAP. A maior preocupação dos pecuaristas e uma das causas que levaram à fundação da entidade são as constantes ocorrências envolvendo o furto de gados na região.

Para o Presidente eleito, Ruziely Pontes, há o interesse do segmento pecuarista de criar mecanismos para auxiliar os órgãos de segurança pública, não só para combater o furto e roubo de gados, mas também para evitar invasões às propriedades, entre outros assuntos inerentes ao interesse comum dos criadores.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Dia das Organizações do Terceiro Setor é lei no Amapá

Deputado Michel JK - autor da proposta

As organizações do Terceiro Setor que atuam no Amapá ganharam um dia especial no calendário oficial de eventos do Estado, com a sanção da Lei nº 1874/15, de autoria do Deputado Estadual Michel JK, do PSDB-AP, iniciativa comemorada pelo reconhecimento às lideranças de um setor que faz do voluntariado sua bandeira de luta pelo bem estar social.

A proposta tem como objetivo valorizar um setor com atuação ainda muito tímida no Amapá. Contudo, dados do IBGE apontam que no ano 2005 o Estado possuía 1.254 organizações sem fins lucrativos, constituídas nos 16 municípios, entre essas associações e fundações, que juntas empregavam um contingente de 7.658 pessoas. Estudos do Governo do Amapá, por intermédio da Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social em 2010 mostraram que, em 05 (cinco) anos, houve um crescimento de 15% (quinze por cento) no número de entidades sociais constituídas no Amapá, o que equivale a 1.463 organizações não lucrativas. Considerando a proporção do crescimento dessas entidades, hoje elas estariam empregando mais de 9.000 pessoas, demonstrando a importância dessas instituições para o crescimento da economia do Estado do Amapá, da prática do voluntariado, e do auxílio ao Estado no tocante à execução de políticas públicas de interesse coletivo.

O dia 05 de dezembro faz referência ao Dia Internacional do Voluntariado, por se tratar de instituições em que um verdadeiro exército de voluntários se doa para atender as necessidades coletivas e agem onde o Estado não alcança.

Acesse o link: Lei nº 1874/15

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Título de OSCIP declarado por Assembleias Legislativas?

Em recente pesquisa nas páginas eletrônicas das Assembleias Legislativas estaduais, incluindo a do Amapá, pude observar a tramitação de diversos Projetos de Lei Ordinária, alguns inclusive sancionados pelo Poder Executivo Estadual, declarando como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP determinadas entidades sociais.

Em que pese a louvável iniciativa dos ilustres deputados, reconhecendo a importante atuação da sociedade civil organizada no Brasil, como agente de participação efetiva na formulação de políticas públicas que promovam o bem-estar social, insta destacar que o artigo 5º, da Lei nº 9.790, de 23 de março de 1.999 elucida ser matéria de iniciativa do Ministério da Justiça a apreciação dos pedidos de obtenção da referida qualificação, não podendo as Assembleias Legislativas brasileiras aprovarem Projetos de Lei, tão pouco o Executivo estadual sancionar leis que disponham sobre a declaração do título de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP.

Nesse sentido, devo entender que as assessorias dos nobres parlamentares confundiram OSCIP com o Título de Utilidade Pública no âmbito do Estado na elaboração das suas proposições, este sim de competência do Parlamento Estadual. As assessorias, no ato de orientar os representantes das entidades que procuram os gabinetes, devem saber que nem todas as pessoas jurídicas sem fins lucrativos podem gozar da qualificação.

O objetivo desta publicação é meramente informativa e não objetiva desqualificar o importante trabalho dos assessores parlamentares que atuam em todo país.

Seguem trechos da Lei das OSCIP:

Art. 2o Não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, ainda que se dediquem de qualquer forma às atividades descritas no art. 3o desta Lei:
I - as sociedades comerciais;
II - os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional;
III - as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais e          confessionais;
IV - as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações;
V - as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados ou sócios;
VI - as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados;
VII - as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras;
VIII - as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras;
IX - as organizações sociais;
X - as cooperativas;
XI - as fundações públicas;
XII - as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão público ou por fundações públicas;
XIII - as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação com o sistema financeiro nacional a que se refere o art. 192 da Constituição Federal.

Art. 3o A qualificação instituída por esta Lei, observado em qualquer caso, o princípio da universalização dos serviços, no respectivo âmbito de atuação das Organizações, somente será conferida às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham pelo menos uma das seguintes finalidades:
I - promoção da assistência social;
II - promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;
III - promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar de participação das organizações de que trata esta Lei;
IV - promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar de participação das organizações de que trata esta Lei;
V - promoção da segurança alimentar e nutricional;
VI - defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável;
VII - promoção do voluntariado;
VIII - promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza;
IX - experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção, comércio, emprego e crédito;
X - promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de interesse suplementar;
XI - promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais;
XII - estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades mencionadas neste artigo.

Parágrafo único. Para os fins deste artigo, a dedicação às atividades nele previstas configura-se mediante a execução direta de projetos, programas, planos de ações correlatas, por meio da doação de recursos físicos, humanos e financeiros, ou ainda pela prestação de serviços intermediários de apoio a outras organizações sem fins lucrativos e a órgãos do setor público que atuem em áreas afins.

Art. 4o Atendido o disposto no art. 3o, exige-se ainda, para qualificarem-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, que as pessoas jurídicas interessadas sejam regidas por estatutos cujas normas expressamente disponham sobre:
I - a observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência;
II - a adoção de práticas de gestão administrativa, necessárias e suficientes a coibir a obtenção, de forma individual ou coletiva, de benefícios ou vantagens pessoais, em decorrência da participação no respectivo processo decisório;
III - a constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado de competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil, e sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade;
IV - a previsão de que, em caso de dissolução da entidade, o respectivo patrimônio líquido será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos desta Lei, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social da extinta;
V - a previsão de que, na hipótese de a pessoa jurídica perder a qualificação instituída por esta Lei, o respectivo acervo patrimonial disponível, adquirido com recursos públicos durante o período em que perdurou aquela qualificação, será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos desta Lei, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social;
VI - a possibilidade de se instituir remuneração para os dirigentes da entidade que atuem efetivamente na gestão executiva e para aqueles que a ela prestam serviços específicos, respeitados, em ambos os casos, os valores praticados pelo mercado, na região correspondente a sua área de atuação;
VII - as normas de prestação de contas a serem observadas pela entidade, que determinarão, no mínimo:
a) a observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade;
b) que se dê publicidade por qualquer meio eficaz, no encerramento do exercício fiscal, ao relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade, incluindo-se as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS, colocando-os à disposição para exame de qualquer cidadão;
c) a realização de auditoria, inclusive por auditores externos independentes se for o caso, da aplicação dos eventuais recursos objeto do termo de parceria conforme previsto em regulamento;
d) a prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos pelas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público será feita conforme determina o parágrafo único do art. 70 da Constituição Federal.
Parágrafo único. É permitida a participação de servidores públicos na composição de conselho de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, vedada a percepção de remuneração ou subsídio, a qualquer título.(Incluído pela Lei nº 10.539, de 2002)

Art. 5o Cumpridos os requisitos dos arts. 3o e 4o desta Lei, a pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, interessada em obter a qualificação instituída por esta Lei, deverá formular requerimento escrito ao Ministério da Justiça, instruído com cópias autenticadas dos seguintes documentos:
I - estatuto registrado em cartório;
II - ata de eleição de sua atual diretoria;
III - balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício;
IV - declaração de isenção do imposto de renda;
V - inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes.

Art. 6o Recebido o requerimento previsto no artigo anterior, o Ministério da Justiça decidirá, no prazo de trinta dias, deferindo ou não o pedido.
§ 1o No caso de deferimento, o Ministério da Justiça emitirá, no prazo de quinze dias da decisão, certificado de qualificação da requerente como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.
§ 2o Indeferido o pedido, o Ministério da Justiça, no prazo do § 1o, dará ciência da decisão, mediante publicação no Diário Oficial.
§ 3o O pedido de qualificação somente será indeferido quando:
I - a requerente enquadrar-se nas hipóteses previstas no art. 2o desta Lei;
II - a requerente não atender aos requisitos descritos nos arts. 3o e 4o desta Lei;
III - a documentação apresentada estiver incompleta.